- Enquanto se cansa eu descanso no encantamento do tempo futuro no qual lanço minhas âncoras.
- Quem lhe disse que me canso?
- Deuses, esperava de si mais interactividade. Responde-me com uma questão?
- Não me sinto com tempo. Pretendo racionaliza-lo. Sabe quais são os meus anseios. Já discutimos e assentamos princípios no prazer e nada mais. Porque tende constantemente em prolongar a conversa?
- Porque o meu prazer relativizou-se. Torna-se enfadonho vê-la vestir as cuecas no momento seguinte ao sexo. Diga-me, não sentiria prazer num abraço. A sua licenciosidade, a sua procura pelo prazer unicamente orgasmático, leva-me a ficar saudoso de apertos ansiados pela imaginação de se querer sentir corações.
- Porque protesta contra a minha veleidade em superá-lo nos prazeres dionisíacos em que, provavelmente, serão os únicos em que consigo expressar toda a minha verdade, em que não uso da hipocrisia nem me contraio em obrigações?
- Tenderá o seu discurso em assentar arrais nas questões? Dou-lhe de barato a diferença entre as nossas idades e interesses. Todavia, julgava possível encontrar consigo momentos que transcendessem a racionalidade do que resta depois do sexo. O travo do momento seguinte amarga-se-me cada vez mais, confesso no entanto a minha pouca resistência contra o seu espírito lascivo.
- E pretende alterar a sua dose de esforço contra a minha lascívia?
- Não. Sei enquadrar-me nos meus limites e não me contrario ao integrar-me nos seus.
- Gosto mais de o ouvir assim, torna-se mais meigo quando não resiste.
- Finalmente contrapôs sem uma questão, mas, por favor, não me pense meigo por não resistir. Desisti simplesmente de adoçar os seus constantes picos de racionalidade.
- Sinto-me feliz no assento racional. Não me, nem o, desiludo. Vamos foder ou não?
- Vamos, mas não desarmarei a intenção em desnuda-la por completo até que sinta vontade em ser abraçada.
- A sua genuinidade agora não me…
- Cale-se e guarde na memória onde ficamos. Agora coma-me como sempre, desmesuradamente.
Blogo Funkemente! O título destina-se a captar mais leitores que obviamente, e com imenso gozo meu, sentirão uma imensa frustração pela minha intrujice. O post não tem continuação, as cenas de sexo esperadas, que salivariam muita boa mente, ficam guardadas, reservadas, para um último recurso, um último esforço na revitalização comunicacional deste alambique de raciocínios.
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