Perdi-me em quantos quartos quis, maiores, menores, crescentes, minguantes, e neste momento digo-te minha desalmada que me cansei de ti, da monotonia da tua luz que de princípio romântica agora, descaracterizada, é-me fria e manchada.
Prometi que um dia, sentado no teu colo, iria escrever, tendo como fundo inspirador todas as almas que me acompanham, acompanharam e acompanharão. Pela tua monotonia branca que me torna insonso, talvez goste de ti quando nasces alaranjada, sinto que vou trair a minha promessa fazendo de mim um reles contador de mentiras. Terá sido a minha promessa só um grito de força, um orgasmo oral traduzido em palavras emocionantes?
Desafio-te, cretina, a provares-me o contrário, seja pela influência que tens nos outros, até por esse princípio te permito argumentar, a dares-me razões para voltar a olhar-te com olhos de ver, esquecer a memória reconstruída, a memória fluida, e apenas te reconhecer pela acutilância dos meus sentidos.
Terás, neste momento, obrigatoriamente, de te esforçares se quiseres reencontrar-te comigo, que nunca te menti e sempre te contei ser mais amante de outros e outras que me aquecem mais, muito mais.
Sou complacente, espero da tua argumentação a veemência que me volte a desesperar por querer brincar com a minha sombra por ti projectada, desesperar por contar sobre ti histórias inventadas no momento mas que encantarão, ou realizar pensamentos que agora te oculto.
És muda?
Só te ouço pelo restolho do vento nas árvores, pelos gemidos húmidos dos amantes durante o coito, depois uivarão, pelo murmurar exasperante e metódico das ondas na areia, pelas juras de amor eterno sobre o teu olhar intrujão, pelo som de canções antigas, ou pela minha própria voz quando, desconfiado, leio sobre ti.
Vá lá erudita, faz uso do contraditório e responde-me ao desafio.
Até uma noite, já que de dia, mesmo andando de cabeça no ar, nem te noto.
Prometi que um dia, sentado no teu colo, iria escrever, tendo como fundo inspirador todas as almas que me acompanham, acompanharam e acompanharão. Pela tua monotonia branca que me torna insonso, talvez goste de ti quando nasces alaranjada, sinto que vou trair a minha promessa fazendo de mim um reles contador de mentiras. Terá sido a minha promessa só um grito de força, um orgasmo oral traduzido em palavras emocionantes?
Desafio-te, cretina, a provares-me o contrário, seja pela influência que tens nos outros, até por esse princípio te permito argumentar, a dares-me razões para voltar a olhar-te com olhos de ver, esquecer a memória reconstruída, a memória fluida, e apenas te reconhecer pela acutilância dos meus sentidos.
Terás, neste momento, obrigatoriamente, de te esforçares se quiseres reencontrar-te comigo, que nunca te menti e sempre te contei ser mais amante de outros e outras que me aquecem mais, muito mais.
Sou complacente, espero da tua argumentação a veemência que me volte a desesperar por querer brincar com a minha sombra por ti projectada, desesperar por contar sobre ti histórias inventadas no momento mas que encantarão, ou realizar pensamentos que agora te oculto.
És muda?
Só te ouço pelo restolho do vento nas árvores, pelos gemidos húmidos dos amantes durante o coito, depois uivarão, pelo murmurar exasperante e metódico das ondas na areia, pelas juras de amor eterno sobre o teu olhar intrujão, pelo som de canções antigas, ou pela minha própria voz quando, desconfiado, leio sobre ti.
Vá lá erudita, faz uso do contraditório e responde-me ao desafio.
Até uma noite, já que de dia, mesmo andando de cabeça no ar, nem te noto.
Sem comentários:
Enviar um comentário