Quem não assentou, nem que por uns instantes, o pensamento nas divagações sobre o Tempo? Defini-o uma vez como bem inesgotável estupidamente escasso. Em função dele eu pondero a minha eficiência – a realização dos meus objectivos de forma ideal no menor espaço de tempo possível –. Conclusão vulgar, tão vulgar como a aplicação natural do passado, presente e futuro por uma criança. O dom de entender a concepção do tempo é universal e progressivo. Berrei freneticamente, há tanto tempo que não me lembro, pela mama da minha Mãe manifestando que era tempo de me dar leite. Passei por várias noções de tempo, a do tempo vagarosamente aborrecido, a do tempo irresponsável, a do tempo inesgotável, a do pouco tempo, a do tempo encalhado. Eu percorri tempos quase sem fim posicionando-os em função da minha emoção ou do meu interesse. Ontem disse – preciso de tempo para mim – hoje reflicto sobre a imaturidade do meu desejo, como me bastasse chegar à loja impondo – dê-me tempo por favor –. Não me vou perder em reflexões românticas sobre o tempo. O tempo é único e ponto final. Sempre que reclamar – tempo para… – terei de entender que é um aviso à forma menos eficaz de como o utilizo no princípio de que tive um início, estou no meio e terei um fim. Não sinto porém vontade de abraçar uma conclusão redutora que direccione a minha vida a uma panóplia de acertos dependentes do tempo adiantando-me ou atrasando-me. Hoje, neste presente, na imensa amplitude da minha liberdade gostava de acrescentar um aspecto que retirasse ubiquidade ao meu texto deixando-o menos ordinário, não o faço, mantenho-o em aberto, talvez até por imposição do tema.
pedro alex
31/01/07
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