pedro alex

21/06/07

Versão maxi single de "Não, não sou Deus..."

Valerá a pena rezar, admitir a fé como salvação ou reforço da esperança?
Encolho-me um pouco quando procuro a minha opinião, não perco tempo em reflexões filosóficas profundas, nem dogmáticas, para quê?
Qual a evidência física que comprova a minha fé? Sei que não são os milagres.
O resultado de actos com efeitos transcendentais não me significa nada, apenas confere credibide à doutrina que há muito me dissocio no pormenor.
Fé, tem fé que consegues interpretá-la e defini-la, resumem-se os meus pensamentos. A minha fé é um estado superlativo que me condiciona interpretações, acções e reacções, por outro lado diversifica a minha mundividência dando-lhe amplitude.
Lynn Shostack defendeu não existirem produtos e serviços puros, talvez por isso não exista um estado puro de santidade e pecado na humanidade, sendo então Deus, por analogia e por fé, um estado de santidade pura, a ausência absoluta do mal na permanência constante do bem. Descontraio-me, sorrio sem saber como explicar porque penso assim, consciencializo-me do que é o bem e o mal, dos dois escolho o qual pretendo seja a minha evidência nem sempre conseguida.
- Que diabo! para que escreves isto?
- Para enquadrar num texto a Avé Maria do Bach.
- Só?
- Só!
- Mentiroso.
- Curiosa...
- A curiosidade é um pecado?
- Não.
- É um defeito?
- Também não.
- O que é?
- Sabes o que são pontos de interrogação?
- Sei.
- Prontos, são miles de pontos de interrogação.
- O que é miles.
- É o plural de mil, significa muitos. Queres que te conte uma história?
- Quero muito, desculpa, miles.
- Então era uma vez um gajo cheio de fé...
- Não, histórias de fé não quero.
- Está bem. Era uma vez um gajo bom...
- Como a gaja boa?
- Não, um gajo mesmo bom...
- Pateta como tu?
- Não, eu sou muito melhor.
- Não, mesmo pateta como tu.
- Ohh, já não te conto a história.
- Óptimo, tradu-la em actos.
- Vamos pecar?
- Miles...

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