Vou agora por aí fora, descontraído, nas calmas, até chegar perto. Depois, com a proximidade, com a ideia de já faltar pouco, excito-me e começo a idealizar os prazeres da primeira imagem.
Finjo-me transfigurada para que ninguém note a desfigura do meu interior, tão abalada em certezas que de tanto julgar como certas levam-me, agora, para um redemoinho de desconfiança. Por onde gire, por onde passe, lá está tu, perspicaz, de novo pronto para me açambarcar, gostando ou não de mim, só para me reter a outros, a abraços e a gritos de meninos que já nem a falta sinto. Não sei do que mais quero, estarei tão desesperada que não me sinto?
Raras são as vezes de clareza. Raras são as vezes de que tanto gostaria que me gostassem desmedidamente que tudo começa a ser pesado em chumbo, estou presa aos ferros que me rodeiam.
Respondo-lhe: Que posso fazer por ti? Responde-me: Faz-me viver. Respondo-lhe: Está bem, vais viver. Vim embora magicando se seria algum deus capaz de lhe dar vida outra vez.
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