pedro alex

01/11/07

Como um peixefora d´água

Se eu fosse um peixe, por paixão seria uma truta, por conveniência uma enguia e por degustação um robalo que lá para as bandas de Afife, no Mariana, ou nas algas ou ao sal é uma iguaria que nem os bancos duros e corridos conseguem desvirtuar.

Tive o prazer esta semana de ser convidado a assistir à conferência nacional de educação artística realizada cá no burgo, abarrotada de gente interessantíssima vinda dos quatro cantos do nosso jardim, disposta a, em 15 minutos, proclamar a importância da dita educação à formação do indivíduo.
Ouvi comunicações ardentes, e comunicações pastosas.
Umas que remexiam e outras que apenas serviam para testar o conforto da sala Guilhermina Suggia, grande em tudo, até no nome.
Em todas elas senti-me um peixe fora de água, porque o mundo daquela gente é estranho, muito estranho, e pior, muito pouco reconhecido. Enfim, valeu-me a companhia que ao sentir a minha quietude na falta de domínio do tema lá me injectava uma dose de descontracção e de ânimo, o tema era Grande.
Todos, mais de “miles”, mas todos, com uma cultura, melhor uma educação artística de meter inveja , uma simpatia interessante, uma condescendência cavalheiresca quando lhes dizia que do tema não pescava nada. Que grande 31 de coisa boa, concluí que ainda estou bem a tempo de iniciar a minha educação artística. Vai custar mas:








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