pedro alex

18/04/07

Produtos Vs. Serviços- A chave da questão.

Juro por minha honra, ou por qualquer outra coisa parecida, torna-se hoje condição suficiente a qualquer português para conseguir acesso a um produto ou serviço. Será?
Para o exemplo de um produto:
Bom dia, eu pretendo aquela camisa negra. No entanto, neste momento, não possuo condição financeira para a adquirir. Juro pela minha honra, que de hoje a um ano possuo capacidade para dar cumprimento à minha dívida, pelo que agradeço dê provimento ao meu pedido, e me forneça, no imediato, gratuitamente, a camisa negra.
Nunca experimentei esta forma de intervenção na compra de uma camisa negra.
Talvez, com sedução, muita sedução, conseguisse meter conversa com o vendedor(a) e não mais do que isso. O provável seria não conseguir a obtenção da camisa negra.
Para o exemplo de um serviço:
Bom dia, eu pretendo aquela licenciatura. No entanto, neste momento, não possuo certificado de habilitações para a adquirir. Juro por minha honra, que de hoje a um ano possuo capacidade para dar cumprimento às habilitações requeridas, pelo que agradeço dê provimento ao meu pedido, e me forneça, no imediato, pagando propinas, o acesso à referida graduação.
O provável seria eu não conseguir a obtenção da licenciatura, no entanto, a forma de requerimento é legal como foi provado por quem de direito.
Porquê, então, ser suficiente uma declaração de honra para se adquirir um serviço, e o mesmo não se verificar para um produto?
A explicação é muito simples: Se passado 1 ano não possuísse capacidade financeira para pagar a camisa negra, teria de a entregar já usada, depreciada, acarretando custos para o vendedor.
Se passado 1 ano não possuísse habilitações para o reconhecimento da licenciatura, devolvia-a intacta, sem qualquer depreciação, e com proveitos para o vendedor.
Não entendo as questões que hoje se colocam sobre o assunto. Tudo se resume à maior ou menor tangibilidade do que se adquire, e aos maiores ou menores custos que possam advir para o vendedor.
Pronto para todos os serviços, coloco ponto final no assunto. Sem qualquer cortesia agrafada... Vosso, Pedro Alex

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