- Queres ir para a cama comigo?
Parece-me justo. Parece-me coerente. Parece-me atractivo. Diz-me baixo:
- Sim, quero ir para a cama contigo. Acho-te muito atraente.
- Continuarei a desenvolver o tema, queres?
- Sim, quero. - Diz-me então devagar, como o queres?
- Por trás. Definitivamente por trás. Satisfaz-te?
- Sim, dá-me poder!
O poder da intervenção.
O poder da interpretação.
O poder da insurreição.
Curto e grosso. O poder.
De manipular.
De manter.
De materializar.
- Deixa-te de conversa. Vens ou não.
- Vou? Para onde?
- Conversas. Para a cama comigo!
Estou com pouca vontade de me plagiar. Como me recrearei melhor?
Pelo poder de manter a atenção; a água na boca?
Pela vontade de pelos teus olhos devoradores das minhas conversas baixares a cabeça, abrires os lábios delineados, passares as mãos trementes nas pernas húmidas que se vão abrindo e…
- Vem depressa... para a cama comigo.
- De que falaremos depois?
- Da hipocrisia não. Falaremos das vezes que quis ir para a cama contigo.
- Sentes-te permissiva às minhas insinuações?
- De ires para a cama comigo?
- Não, da minha voz que é igual às minhas palavras!
- Sim, muito.
- Consumamos o desejo?
- Sim, sem receio. Vamos para a cama!
Fecharam-se as portas às hostilidades. A tua vontade de quem por mais atractivo que fosse, ganhasse a corrida de te levar para a cama terminou. Dá, agora, uso aos teus pensamentos mais libidinosos escondidos por trás da convenção do bem parecer.
Uma vez na vida, pela frente e por trás, deixastes-te ir na minha conversa.
- Queres ir para a cama comigo?
- Porquê?
- Acho-te atraente. É preciso mais?
- Não chega. Vamos!
Cedi à tentação onde só pela ponte de um arco-íris foi possível alcançar-te transbordante de imaginação. O segredo estava tão perto, bastava a chuva e o Sol Acabou-se o amor, acabou-se a compreensão:
Queres ir para a cama comigo?
Curto e grosso o poder. Como gostas dele?
Como queres que to apresente?
Espera-me, é meu gosto servir-to fazendo-o nosso. Entretanto deseja-me como se fosse o único capaz de te dizer em poucas palavras:
- Acho-te atraente. Queres ir para a cama comigo? …
- Sim doce, vamos. Gostei da tua tentativa.
- Oh, tenho de ser um pouco possessivo, poderoso, não achas?
- Não querido atrapalhas-te na posse e no poder, mas agora não estragues o teu esforço e vem para a cama comigo.
pedro alex
11/04/07
Queres?
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pedro alex
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