Repito, não fosse a minha preocupação em embalar-vos desatava numa histeria banal dizendo mal do quotidiano, do mercado de sentimentos, da frigidez do tempo que se aproxima, do vacatio legis, e outras causas que exasperam por tão normais serem. Sou um romântico indisciplinado, um crente da miscelânea, um reagente dos princípios básicos, um amante incondicional da leitura sistemática do horóscopo e da interpretação enviesada do que vou vendo e lendo. Por vezes sinto-me entaliscado nessa descrição que de mim faço e só me apercebo do pouco que ela representa quando ao sair daqui me sinto, afinal, apto aos desafios da fútil gloria da matéria compreendida e incompreendida. E viva o caos, a desordem e todos esses espíritos ainda mais inventivos que o meu. Não me adianta procurar a explicação do porquê das coisas, não por ignorância ou desleixo, simplesmente por vergonha na certeza das suas causas. Vão-se admirando os que conheço pelas explicações ou justificações cada vez mais descabidas de senso que engendro sobre as questiúnculas que por aí andam, para não falar dos ardores metafísicos que assolam as almas delas e deles que a mim me comicham. Que bosta de trinta mais um, que verdadeira bosta. Não sejam as mulheres, as maravilhosas, que pelos seus ais, uis e suspiros me enfunam a bujarrona e me levam para onde querem e não onde quer a corrente, que iluminado interesse posso eu encontrar na forma como a imensa raça de bajuladores, agora a eleita, profere a veritá?
Quero-me roçar, roçar e roçar, despreocupado hoje com a suavidade porque tenho de ser gajo para tudo.
Oh, estou triste, eventualmente não vos embalei.
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